João Bosco de Medeiros. 30 dias que nos afastamos de corpo. Mas o amor mantém a história

Pai

Seu João Bosco de Medeiros, meu exemplo. Todo pai é um modelo para o filho, à gente automaticamente costuma se espelhar no que vemos de nosso genitor e com o filtro da vida, criamos a capacidade de enxergar o que é do bem e bom. No dia 26 de abril nos separamos fisicamente, nessa pausa de nossas presenças os sonhos com o senhor e também o que está guardado na consciência serve de consolo para a dura saudade.

Esses 30 primeiros dias passaram rápido, foram intensos e confesso que às vezes a impressão é de que o senhor ainda está por aqui.

É um desafio receber mensagens de pêsames a cada uma que chega nesse ineditismo fica também o afeto de ver o quanto o senhor é querido, pelos amigos que também lamentam o fato.

A nossa despedida foi um aprendizado para ambos, reforço contra meu materialismo e fortalecimento do nosso amor.

O senhor me deixou muitas responsabilidades, entre elas cuidar de minha mãe, nos representar bem, com honestidade e outras. Confesso que ter família pequena é desafiador, mas aceitei todas sabendo que Deus só nos dá o que podemos carregar.

Saudade é uma palavra sinônima hoje em dia ao nome do senhor.

Em resumo os dias estão emotivos e o acumular dos anos nos faz mais sentimentais e chorosos, por assim dizer. O senhor foi aqui um homem simples, de voz modulada e linear, mas que absorveu os ensinamentos que a vida lhe proporcionou, ao cabo de adversidades e de conquistas, muitas delas acanhadas para o senso comum, mas realizadoras para o seu universo particular.

Te amo. Estamos juntos sempre, e no futuro de fato.

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