118 pessoas ao todo foram intoxicadas por consumirem na pizzaria em Pombal

Investigação aberta

A informação foi confirmada pelo Hospital Regional da cidade, onde estava internada a vítima principal que foi identificada como Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos que evoluiu para óbito.


Inicialmente, o número de atendidos por duas unidades de saúde estava em 114, contabilizando a mulher que morreu, mas a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pombal, um dos locais que recebeu pacientes, informou, na noite desta terça-feira (17), que mais quatro pessoas que comeram na pizzaria foram atendidas no local.

interditada

Segundo o Hospital Regional de Pombal, a mulher deu entrada na unidade nesta segunda-feira (16) apresentando diarreia, vômitos e dor abdominal, sintomas associados à ingestão alimentar.

Em nota, a unidade de saúde afirmou que a “paciente apresentou rápida evolução clínica, sendo prontamente assistida pela equipe médica e encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), já em estado geral gravíssimo, com sinais compatíveis com um quadro infeccioso grave”. Por volta das 8h59 de terça-feira (17), a morte foi confirmada.

Segundo a advogada da pizzaria La Favoritta, Raquel Dantas, a defesa acompanhou as inspeções no estabelecimento e aguarda novos desdobramentos para se manifestar. Ela informou ainda que o dono está à disposição para colaborar com as investigações e que foi ele quem acionou a Vigilância Sanitária Municipal para a vistoria.

Um familiar da mulher que morreu relatou que ela comeu na pizzaria com o namorado na noite do domingo (15). Após retornarem para casa, os dois começaram a passar mal e foram para o Hospital Regional de Pombal, receberam atendimento e foram liberados. No entanto, na manhã de segunda-feira (16), a mulher deu entrada novamente na unidade de saúde, onde permaneceu internada até vir a óbito nesta terça-feira (17).

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, os pacientes apresentaram sintomas como náuseas, vômitos, dores abdominais, diarreia e mal-estar geral. Os atendimentos ocorreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município e no Hospital Regional de Pombal.

O Hospital Regional de Pombal informou que apenas um dos pacientes, uma criança de oito anos, permanece internado. A UPA de Pombal disse que todos os 40 que deram entrada na unidade receberam atendimento e tiveram alta.

Na manhã desta terça-feira (17), uma equipe da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) foi até Pombal para realizar uma vistoria no estabelecimento que está interditado.

A Vigilância Sanitária Municipal fez uma primeira inspeção no local na segunda-feira (16) . E uma nova vistoria foi feita pela Agevisa, os agentes relataram ausência de documentos que comprovassem a adoção de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), além da inexistência de protocolos de higiene e de controle de pragas. Segundo o inspetor sanitário da Agevisa, Sérgio Freitas, o local apresentava falhas que impediam qualquer funcionamento.

“O estabelecimento estava em total desconformidade com a legislação sanitária. Não tinha condições de funcionar em hipótese alguma. Com relação à falta de higiene, não foi apresentado nenhum documento comprobatório de protocolos. Foram observados insetos, conforto térmico terrível, falta de conservação adequada dos alimentos, equipamentos oxidados e reaproveitamento de vasilhames de alimentos já utilizados. Está em total desconformidade”, afirmou.

Após os casos, a pizzaria citada foi interditada pela Vigilância Sanitária de Pombal. Para realizar a interdição, equipes realizaram uma vistoria técnica no local e apreenderam materiais e insumos para coleta e análise laboratorial.

A prefeitura informou ainda que todas as medidas legais foram adotadas desde as primeiras notificações registradas nas unidades de saúde do município. O caso será encaminhado para análise da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), que dever acompanhar o desenrolar da situação.

Até o momento, as autoridades de saúde seguem monitorando a situação e orientam que pessoas que apresentem sintomas como vômitos, náuseas ou dores abdominais procurem atendimento médico.

Informações com G1

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