Estádio Presidente Vargas completa 86 anos

Casa do Treze

Uma história que atravessa gerações. O Estádio Presidente Vargas, casa do Treze, completa 86 anos como um dos principais símbolos do futebol paraibano. Considerado até a década de 1970 como a principal praça esportiva do estado, o “PV” segue sendo, até hoje, o maior estádio particular de um clube na Paraíba.


Para marcar a data, a diretoria e a comissão técnica do Treze abriram os portões do estádio nesta terça-feira, permitindo o acesso de torcedores e da imprensa. A iniciativa proporcionou um reencontro com o histórico palco, onde os visitantes puderam acompanhar de perto as atividades realizadas no local.

O presidente do clube, João de Paiva Filho, reforçou que o objetivo é revitalizar o estádio para que ele volte a receber jogos oficiais já a partir do próximo ano. Apesar de reconhecer os desafios, ele demonstrou confiança no engajamento da torcida e de colaboradores do clube.

“O PV carrega uma história paralela à do futebol de Campina Grande. Nossa praça de esportes recebeu o primeiro clássico entre os maiores clubes da cidade, quando o Treze venceu o Campinense por 3 a 0, dando início à maior rivalidade local. Isso mostra a grandeza do Presidente Vargas, a casa do Treze. Por isso, precisamos reativá-lo para novos grandes jogos”, afirmou.

A história do estádio remonta ao fim da década de 1930. A construção teve início em 1938, em um terreno doado por Argemiro de Figueiredo, por meio do Decreto nº 1.013, de 4 de abril daquele ano. A inauguração oficial aconteceu em 17 de março de 1940. O nome Presidente Vargas foi sugerido pelo próprio Argemiro, em homenagem ao então presidente Getúlio Vargas.

A primeira partida no PV terminou empatada em 3 a 3, contra o Ypiranga, com Anderson Eloy marcando o primeiro gol do Treze no estádio. Até 1958, os jogos eram realizados apenas durante o dia, já que a iluminação só foi instalada naquele ano.

Atual gerente de futebol do clube, Josimar Barbosa, o Joba, relembrou sua ligação afetiva com o estádio, iniciada ainda na infância. “Eu comecei a frequentar o PV com 10 anos, para assistir aos jogos do Treze. Foi ali que nasceu minha relação com o clube e com o futebol paraibano”, destacou.

Ao longo das décadas, o Presidente Vargas foi palco de momentos históricos. Entre eles, partidas com a participação de nomes icônicos do futebol brasileiro, como Garrincha e Nilton Santos, bicampeões mundiais pela Seleção Brasileira.

De acordo com o professor e historiador Mário Vinícius, o estádio também recebeu importantes confrontos internacionais. O primeiro deles aconteceu em 6 de janeiro de 1961, quando o Treze enfrentou o Dínamo de Bucareste, da Romênia. Em 1968, as seleções da Argentina e da Romênia também se apresentaram no local, enfrentando o clube paraibano.

“Neste jogo o Treze foi reforçado por ‘Garrincha envergaria a camisa do alvinegro. Em 31 de agosto de 1969, Nilton Santos, bicampeão do mundo, atuaria pelo Treze em um amistoso contra o Campo Grande, do Rio de Janeiro”, disse.

Em 1969, Nilton Santos atuou com a camisa do Treze em um amistoso contra o Campo Grande-RJ. Já na década de 1970, o estádio recebeu a Seleção da Tanzânia, em um empate por 1 a 1, além de uma exibição do Internacional, em 1975.

“Na década de 70, Seleção da Tanzânia jogou contra o Treze, empatando em 1 x 1. Em 1975, foi a vez do Internacional de Porto Alegre se exibir em nosso estádio”, finalizou Mário Vinícius.

Informações com Arena Correio

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