Diferenças salariais no município de Catolé do Rocha geram questionamentos sobre isonomia
Categorias profissionais
No município de Catolé do Rocha, dados recentes apontam para uma possível disparidade na política de valorização salarial adotada pela administração pública. Informações extraídas do sistema SAGRES, referentes ao exercício de 2025, indicam que determinadas categorias de servidores, com vencimentos brutos superiores a R$ 22 mil, foram contempladas com reajuste de 6,79%, resultando em acréscimos aproximados de R$ 1.500,00 mensais.
Em contrapartida, servidores de nível superior do CREAS que é um órgão vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social de Catolé do Rocha permanecem com remuneração de R$ 1.750,00 desde janeiro de 2020. À época, o salário-mínimo nacional era de R$ 1.039,00, o que evidencia uma defasagem acumulada ao longo dos anos, considerando a ausência de reajustes durante o período.
A situação persiste ao longo da atual gestão municipal, liderada pelo prefeito Laurinho Maia, sem registros de atualização salarial para esses profissionais. O valor atualmente recebido aproxima-se do salário-mínimo vigente, cenário que levanta questionamentos quanto à compatibilidade entre a remuneração e as exigências técnicas, o nível de escolaridade e as atribuições desempenhadas no âmbito da assistência social.
Especialistas apontam que a adoção de critérios distintos para reajustes pode suscitar debates à luz do princípio da isonomia, previsto na administração pública, além de envolver aspectos relacionados à razoabilidade e à valorização do servidor. As funções exercidas por profissionais da assistência social são consideradas estratégicas para a implementação de políticas públicas, sobretudo no atendimento a populações em situação de vulnerabilidade.
Diante desse contexto, a política remuneratória do município passa a ser objeto de análise quanto à equidade na distribuição de recursos humanos e à sustentabilidade das carreiras no serviço público local.