Credores aprovaram recuperação judicial do Treze
Assembleia
Na quinta-feira (30), em assembleia realizada com os credores, o Treze teve o seu plano de recuperação judicial aprovado, projeto que busca avançar no processo de reestruturação financeira e administrativa do Galo da Borborema.
A RJ teve início em setembro de 2023, quando o Conselho Deliberativo aprovou por unanimidade o pedido defendido pelo então presidente Artur Bolinha e acionou a Justiça Comum para apresentar um plano de pagamento detalhado aos credores.
Processo e entraves da recuperação judicial
Com uma dívida girando em torno de R$ 35 milhões, o Alvinegro sofreu alguns entraves durante o processo de aprovação. O auge das movimentações aconteceu no ano passado, quando o Treze vivia a expectativa de se transformar em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), mas precisava entrar em um acordo com os credores.
Em um primeiro momento, a instituição propôs um plano de pagamento em que os créditos trabalhistas deveriam ser pagos com um desconto progressivo. Já os quirografários, diferentemente dos trabalhistas, iriam receber um deságio de 60%, com um parcelamento de seis anos. Contudo, o plano foi negado, e os credores elaboraram um novo plano de pagamento.
Nessa proposta, os créditos trabalhistas seriam divididos em subclasses, e o pagamento deveria ser feito em três anos, com o primeiro precisando acontecer após 10 meses da homologação e as dívidas sofrendo correções de 1,5% ao ano. Já as quirografárias sofreriam um desconto de 55% sobre o valor. Além disso, o documento previa a participação em uma possível SAF.
Em abril de 2026, já sob a presidência de João Paiva e a formação de uma nova diretoria, o Treze formalizou um acordo a partir de um Plano de Recuperação Judicial Alternativo, construído de forma consensual entre as partes envolvidas.
Plano da RJ aprovado pelos credores
Em entrevista ao Globo Esporte Paraíba, Raul Pequeno, CEO do Treze, detalhou o plano de recuperação judicial, que estabelece o parcelamento da dívida e cria um ambiente de maior segurança jurídica tanto para os credores quanto para o próprio clube, o que pode facilitar a atração de novos investimentos.
A proposta aprovada prevê um deságio de aproximadamente 50%, priorizando o pagamento dos créditos trabalhistas. Os que possuirem valores de até R$ 150 mil receberão integralmente os créditos, enquanto os demais seguirão as condições estabelecidas no plano da RJ.
De acordo com Raul, a Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada para atuar junto ao clube não substitui o modelo associativo nem se trata de uma SAF. A empresa terá a função de captar investimentos, negociar com o mercado e profissionalizar a gestão, contribuindo para que o Galo consiga cumprir os compromissos assumidos.
O objetivo também é conciliar o pagamento das dívidas com o fortalecimento do departamento de futebol. Entre os planos da gestão estão a ampliação dos investimentos na equipe, o desenvolvimento do centro de treinamento e a construção da Arena do Galo, projetos que, segundo o CEO, dependem da entrada de novos investidores e do crescimento financeiro do clube.
Informações com Globo Esporte