Pesquisas mostram que Augusto Cury tá mexendo com a polarização na eleição do Brasil
Candidato a presidente
Augusto Cury bagunçou o tabuleiro da eleição, chegando a 11% de intenções de voto na pesquisa BTG/Nexus (além de 7,8% na AtlasIntel, na qual Renan Santos tem 7,6%, em empate técnico com ele).
As demais campanhas estão perplexas com a disparada do psiquiatra e autor de livros populares sobre desenvolvimento pessoal, até porque Lula oscilou 2 pontos para baixo (caindo de 41% para 39%), Flávio perdeu 4 pontos (caindo de 37% para 33%) e Romeu Zema murchou de 3% para 1%. Isso confirma que ainda há muitos pontos em disputa, não consolidados com lulismo e bolsonarismo.
Já Ronaldo Caiado e Renan Santos seguem com os mesmos 5% e 3%, respectivamente, do levantamento anterior.
A essa altura, qualquer candidato que ultrapassa a linha dos 10 pontos em pesquisa passa a ser visto como opção relativamente viável, o que pode alterar a configuração do voto útil antecipado.
O eleitor que, sem entender a dinâmica do primeiro turno, escolhe o primeiro ou o segundo colocado, antecipando por rejeição o voto de segundo turno, pode avaliar que ainda é tempo de tentar outra alternativa.
No debate em que Lula, Flávio e Zema faltaram, bem como nas sabatinas posteriores, Cury buscou se distinguir do discurso personalista de Caiado, da retórica inflamada de Renan e da polarização odienta entre lulistas e bolsonaristas, apresentando-se como um candidato do “centro”, com “mente de direita e coração social”, e abarcando propostas como escola de empreendedorismo, educação emocional, reindustrialização, igualdade salarial para mulheres e telemedicina como solução para “desafogar o SUS” (Sistema Único de Saúde).
O crescimento virtual de Cury, ao mesmo tempo, despertou numerosas suspeitas de militância inflada com bots e pagamentos a influenciadores que estão pregando o voto no candidato do Avante, o que tende a ser objeto de ações na Justiça Eleitoral. Também se desconfia da participação de Pablo Marçal na mobilização pró-Cury nas redes sociais.
De um jeito ou de outro, a corrida eleitoral promete novas emoções.
Informações com Felipe Moura