Evaristo Piza segue imbatível em clássicos na Paraíba

Nunca perdeu

A vitória do Campinense por 1 a 0 sobre o Treze, no Clássico dos Maiorais de domingo (8), foi tratada pelo técnico Evaristo Piza como um marco importante para uma virada da Raposa no Campeonato Paraibano. O treinador destacou o peso da sequência de duas vitórias consecutivas em clássicos, fator que, segundo ele, devolveu à Raposa uma vaga no G-4 e fortaleceu os bastidores do rubro-negro após um período de instabilidade.


“O mais importante de tudo isso é você sequenciar seis pontos em dois clássicos. Parabenizar o grupo, porque a gente vinha de adversidades. E você ter que fazer jogos de muito peso e conseguir essa meta de duas vitórias. Então foi importante para a gente retomar a nossa vaga no G-4, que é o mais importante”, frisou.

Segundo Piza, o Campinense entrou em campo consciente do peso e da atmosfera que envolve o clássico contra o seu maior rival. Vivendo seu primeiro Clássico dos Maiorais como treinador, o comandante destacou a dimensão do duelo e a necessidade de controlar as emoções desde o início da partida.

“O clássico eletrizante, sabia como seria. Não tinha feito nenhum clássico dos maiorais, mas já tinha enfrentado o Treze em algumas oportunidades quando estava no Botafogo. É uma característica diferente, confesso, é um clássico que move a cidade de Campina Grande”, destacou.

Fazendo uma leitura sobre o que foi o jogo, Piza avaliou que o Campinense teve maior controle das ações, ainda que tenha corrido riscos na parte final. Para ele, o Treze apostou majoritariamente em bolas alçadas na área, enquanto sua equipe conseguiu neutralizar as principais tentativas do rival.

“A gente teve um bom comportamento, buscou desde o início ganhar o clássico. Tivemos controle, alternou em algumas situações, mas na parte final a gente correu alguns riscos de bola parada. Foram algumas faltinhas laterais, o adversário perdendo se atira, mas a gente disputou bem”, falou.

O treinador também comentou sobre o desempenho da arbitragem e adotando um discurso um tanto incomum em jogos dessa natureza. Piza defendeu a atuação da árbitra Ruthyanna Camila, ressaltando a dificuldade de comandar um clássico sem o auxílio do VAR, afirmando não ter qualquer queixa em relação às decisões tomadas.

“Ela fez um jogo seguro. É difícil apitar um clássico e ela acompanhou bem as ações. Eu não tenho nenhuma queixa a falar da arbitragem hoje. Sem o VAR eu não posso crucificar, porque também não sou analista de arbitragem. Acho que ela foi muito firme nas decisões”, comentou.

Piza aproveitou a coletiva pós-jogo para contextualizar a campanha do Campinense e lembrou que a competição segue extremamente equilibrada. O treinador destacou que a Raposa chegou a conviver próximo do G-4, mas também da zona de rebaixamento, o que reforça, segundo ele, o valor das vitórias recentes.

“O campeonato está aí, vocês estão analisando a tabela. A gente estava a um ponto do G4 e a um ponto do rebaixamento. Parece que é simples ganhar do Pombal ou do Confiança, mas hoje não tem mais adversário bobo. A briga é grande por essa zona de classificação”, disse.

Na próxima rodada, o Campinense enfrentará o Serra Branca no sábado (14), às 16h30, no Estádio Amigão. Já o Treze entra em campo antes, O Treze entra em campo novamente na próxima sexta-feira (13), contra o Esporte de Patos, às 19h30, no Estádio Amigão, em jogo antecipado da 8ª rodada.

Informações com Arena Correio

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