Bactéria contaminou pessoas que consumiram na pizzaria em Pombal

Defesa contesta

A morte da mulher que comeu uma pizza na pizzaria La Favoritta, em Pombal, no Sertão da Paraíba, pode ter sido causada por uma bactéria presente no alimento, possivelmente manipulada por alguém com ferimento durante o preparo.


O resultado consta em laudo do Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen), obtido a partir de informações da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa).

A informação foi confirmada junto à Polícia Civil.

O documento aponta possível falha de higiene na manipulação da pizza.

O caso envolve a morte de Raíssa Meritein e o atendimento de 117 pessoas que procuraram unidades de saúde após apresentarem sintomas de intoxicação alimentar.

O estabelecimento citado afirmou anteriormente que está colaborando com as investigações.

A defesa da pizzaria La Favoritta, localizada em Pombal, no Sertão da Paraíba, se pronunciou sobre o caso que investiga uma intoxicação alimentar que envolveu mais de 90 pessoas após o consumo de pizzas no estabelecimento.

Na noite desta quinta-feira (26), foi divulgada uma possível contaminação por bactérias nos alimentos. A principal suspeita, com base nos achados, é que a contaminação tenha ocorrido por manipulação inadequada dos alimentos, possivelmente por uma pessoa com algum ferimento nas mãos, o que facilitaria a proliferação da bactéria Staphylococcus aureus.

Visão da defesa

No entanto, de acordo com a defesa, o resultado de um dos exames laboratoriais apresenta inconsistências. Eles afirmam que não tiveram acesso formal ao laudo e que tomaram conhecimento do documento de forma extraoficial, quando este foi entregue à delegacia.

Ainda de acordo com o posicionamento, não há informações detalhadas sobre o local exato da coleta nem sobre as condições completas em que a amostra foi armazenada.

“Outra questão que chama bastante atenção é que a reportagem cita que é uma bactéria comumente encontrada em ferimentos, porém nossas pizzas são produzidas com a utilização de toucas e luvas, para serem manipuladas pela mão humana. Além disso, ao final da produção, a pizza é assada em um forno a temperaturas de 320 graus Celsius. As bactérias comuns de ferimentos morrem quase instantaneamente”, diz a defesa.

Um dos principais pontos levantados pela defesa é sobre o armazenamento da amostra analisada. Conforme o laudo citado, o pedaço de pizza teria sido mantido em temperatura ambiente, sem controle adequado, após ter sido produzido na noite anterior.

Para os advogados, isso pode ter comprometido o material, já que alimentos perecíveis são suscetíveis a proliferação de bactérias quando não armazenados corretamente, o que, na visão da defesa, inviabilizaria conclusões seguras sobre a origem da contaminação.

O estabelecimento foi interditado por 90 dias após a identificação de irregularidades sanitárias. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Informações com Maurílio Júnior

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